O Linux para não-nerds
Estou há mais de mês usando o Ubuntu sem encostar no terminal (terminal é aquele bicho assustador que pede comandos em texto com códigos secretos que só os nerds entendem).
(Aí hoje, quando me dei conta disso, abri o terminal para dar um apt-get autoremove só pra ver se tinha alguma ponta solta.)
E hoje olhando o canal #ubuntu-br no irc pensei uma coisa.
Acho que o problema principal do Linux não é que ele dá muito problema e as soluções são complicadas. O problema é que os caras que são muito nerds e usam o Linux compulsivamente ficam levando o sistema por caminhos tortos e fazendo coisas que um usuário normal não-nerd nunca precisa fazer. Como compilar coisas. Programas coisas. Testar coisas em estágio über alpha.
Claro que vez ou outra o Linux dá erro quando você quer gravar um CD, mas isso nem é o que mais acontece. Esses problemas de hardware costumam ser consequência de falta de suporte.
Quando comecei a usar o Ubuntu vivia arrumando encrenca com programas por aqui e por ali. Mas eu estava de férias e não tinha mais o que fazer. Agora, estudando e trabalhando, usando só navegador-messenger-editor de texto o meu Ubuntu se comporta como qualquer usuário desinformado gostaria que ele se comportasse. Você clica e ele faz. Digita e ele escreve.
Linux -- de um modo geral, porque eu conheço mesmo é o Ubuntu -- não é assim complicado. Ele só é um bocado complicável. E, de certa forma, no Windows o que me deixava aborrecida era justamente o fato dele não te deixar complicar nada nem um pouquinho. Chegava a ser irritante.

